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"Ver um filho formado é o sonho de todo pai trabalhador", diz Edil
3 nov de 2008

O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande (e vice-prefeito eleito), vereador Edil Albuquerque (PMDB), participou na manhã da última sexta-feira, ao lado da secretária municipal de Educação, Maria Cecília Amêndola da Motta, do debate “Por mais vagas na universidade pública em Campo Grande”, realizado pelo Correio Educativo na Escola Estadual Dona Consuelo Müller.

Edil abordou a necessidade da ampliação de vagas em cursos superiores públicos em Campo Grande e se seu projeto de ampliar as vagas e os cursos da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) na capital do estado. “Colhemos mais de 25.500 assinaturas de estudantes, pais e universitários através do site www.edilqueruems.com.br”, afirma o presidente do legislativo campo-grandense.

“É preciso que encontremos uma solução pra este impasse da falta de vagas públicas no ensino superior. É muito importante aumentar o número de vagas na universidade pública de Campo Grande. Só assim milhares de jovens que cursam o ensino médio nas escolas públicas e que não podem pagar uma faculdade particular, terão condições de fazer um curso superior”, explica Edil.

Funil Invertido - A educação em Campo Grande é como uma pirâmide invertida. Os 95 Centros de Educação Infantil (Ceinf) de Campo Grande abrigam 16 mil crianças com um ensino de alta qualidade. Mais à frente, no ensino fundamental, as 87 escolas municipais da Rede Municipal de Ensino (Reme), aliadas ao ensino noturno, escolas agrícolas e de tempo integral atingem quase 80 mil alunos, também com um ensino que se destaca País afora. Nas escolas estaduais, o ensino médio abriga pouco mais de 33 mil alunos. “É depois disso que a crise eclode”, explica Edil. “Juntas, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e a UEMS oferecem menos de 13 mil vagas em todo o estado. Em Campo Grande a situação fica ainda pior”.

Hoje, a UFMS oferece 1500 vagas anuais que são disputadas por alunos do Brasil inteiro. A UEMS, por sua vez, oferece aos campo-grandenses apenas 40 vagas em Pedagogia. A outra opção é matricular o filho em uma universidade particular, cujos cursos de quatro anos tem um custo médio de R$ 30 mil, fora do alcance da maioria dos trabalhadores. “Um estado não pode se desenvolver se não oferecer condições de qualificação para a sua juventude. Este é um assunto que deve ser tratado como prioridade pelo poder público”, afirmou Edil.

SPC Educacional – A criação do Cadastro de Informações da Educação Brasileira (Cineb), uma espécie de SPC da educação, foi citada por Edil como uma conseqüência da ausência de opções de ensino superior público. Por me deste cadastro, as escolas e universidades brasileiras começarão a negar vagas e matrículas para alunos com mensalidades atrasadas: "Trata-se de mais um fator de dificuldade sobre os pais brasileiros que tanto lutam para dar uma educação de qualidade aos seus filhos. A saída é incrementar o ensino público em todos os níveis, da educação básica à superior”, afirmou o vice-prefeito eleito de Campo Grande.

Plano 15 - O Plano 15 do prefeito Nelson Trad Filho (PMDB) e do vice-prefeito eleito Edil Albuquerque começa pela Educação Integral. O prefeito pretende construir mais Escolas de Tempo Integral, com os alunos cumprindo 10 horas diárias de atividades escolares, esportivas, culturais e recebendo quatro refeições. Também estão nos planos da Prefeitura a implantação de mais Centros Integrados de Educação Infantil (Ceinfs), além da seqüência na valorização do profissional de Educação com cursos de pós-graduação e especialização e criar um programa de bolsa para atender o estudante que não tem como pagar a faculdade.

Agora, Edil está estudando direcionar recursos do orçamento para fortalecer o Plano 15 no que se refere à oferta de vagas no ensino superior público em Campo Grande: “Vamos analisar esta possibilidade de inserir recursos com esta finalidade no Orçamento 2009. Seria um direcionamento muito importante para a população. Temos também a intenção de criar um programa de bolsas para atender o estudante que não tem como pagar a faculdade”, afirmou.

Ações – A educação tem sido um foco constante de atenção do vereador Edil Albuquerque. Muitas têm sido suas iniciativas no setor. Uma delas foi a indicação no intuito de estabelecer parcerias envolvendo o Governo do Estado, a Assembléia Legislativa, a Prefeitura de Campo Grande, a Câmara Municipal e a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) no intuito de oferecer cerca de mil bolsas de estudo integrais aos universitários carentes.

Em dezembro passado Edil visitou a Universidade Municipal de Taubaté (Unitau) para colher subsídios para o projeto de ampliação dos cursos e vagas da UEMS em Campo Grande. Antes de visitar a Unitau, Edil foi recebido pela diretoria das Consultores Associados de Educação (Cadec), empresa especializada no estabelecimento de projetos para a instalação de universidades, com ampla atuação por diversos estados do País. Na Unitau, Edil reuniu-se com a reitora prof. dra. Maria Lucila Junqueira Barbosa, que fez um detalhado relato sobre a universidade municipal, suas vantagens e dificuldades. A Universidade Municipal de Taubaté foi criada em 6 de dezembro de 1974 e sua história remonta ao estabelecimento da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Taubaté, em 1956.

Fonte: Victor Barone - Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal





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